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20 mar

RS teve 18 mil afastamentos do trabalho por ansiedade e depressão em 2024, aponta levantamento.

O Rio Grande do Sul registrou 37.004 afastamentos do trabalho por saúde mental em 2024, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social. O diagnóstico de depressão lidera a lista — são 10.274 concessões —, seguido de ansiedade, com 7.792. Juntos, os quadros somam 18 mil afastamentos e representam 48% do total. Em todo o país, foram quase meio milhão de afastamentos, o maior número em pelo menos 10 anos. O levantamento aponta que os transtornos mentais chegaram a uma situação incapacitante como nunca visto. Na comparação com o ano anterior, houve um aumento de 68%. Em números absolutos, a maior quantidade de licenças está em Estados mais populosos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No entanto, proporcionalmente, quando é considerado o número de afastamentos em relação à população, o RS registra um dos maiores índices. Conforme o Ministério da Previdência Social, os dados representam afastamentos e não trabalhadores. O governo federal explica que uma pessoa pode tirar mais de uma licença médica no mesmo ano e esse número é contabilizado mais de uma vez. Relação com pandemia e enchente Especialistas ouvidos pela reportagem são unânimes em apontar que a enchente que atingiu o Estado no primeiro semestre de 2024 está diretamente associada ao recorde de afastamentos de trabalhadores. A maior tragédia climática do RS deixou 183 mortos, e 27 pessoas seguem desaparecidas.

"A gente passou por uma pandemia, agora a gente passou por uma catástrofe. Esses traumas acabam influenciando na construção da nossa saúde mental, na maneira como a gente percebe o mundo. O luto que esses traumas causaram na nossa vida também influenciam a forma de trabalho."

MONIQUE MACHADO Psicóloga

Em junho do ano passado, pesquisa em andamento na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e no Hospital de Clínicas de Porto Alegre apontou que nove em cada 10 moradores do Estado relataram sintomas de ansiedade após as chuvas que castigaram o RS entre abril e maio. Na ocasião, foram analisadas 1 mil de 2,5 mil respostas a questionários aplicados.
— As enchentes de 2024 prejudicaram todo o Estado, direta ou indiretamente. Não tenho dúvidas de que essa questão repercute na vida de muita gente ainda (e provavelmente seguirá por muito mais tempo), afinal, apesar de as campanhas de auxílio terem cessado, muitas pessoas seguem sem casa, sem móveis — pondera o especialista em psicologia em saúde Felipe Ayres Pozzobon.

Acesso à informação e ao autocuidado

A psicóloga especialista em saúde mental no trabalho Kellen Munhoz atuou como voluntária durante os resgates e em abrigos. Ela afirma que identificou um número significativo de pessoas com sintomas pré-existentes, que só buscaram ajuda por meio de programas de saúde mental implementados durante a crise.
— Inúmeras pessoas estão sofrendo, muitas vezes em silêncio, sem acesso ao diagnóstico e tratamento adequados. Quando, finalmente, essas pessoas conseguem acesso a profissionais de saúde qualificados, observamos um aumento nos números de diagnósticos. Isso não significa que os transtornos mentais estejam se proliferando repentinamente, mas sim que estamos finalmente revelando uma parcela da população que já estava adoecida e necessitava de cuidados — avalia.
A opinião é corroborada por Monique. Conforme a profissional, o acesso à informação vem naturalizando questões sobre saúde mental, e "as pessoas estão validando seus sintomas".
— Quanto mais você consegue entender o que é uma depressão, o que é uma ansiedade, você vai se empoderando do seu corpo e entendendo como é que é o funcionamento dele, vai procurando os teus direitos. Direito de conseguir afastamento do ambiente de trabalho, que às vezes é um dos principais causadores. Vai se tendo um autocuidado — diz.

Atualização na responsabilidade

Para não depender apenas de iniciativas e também cobrar mais responsabilidade dos gestores, o governo federal anunciou a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que apresenta as diretrizes de saúde no ambiente do trabalho.
Com as atualizações, o Ministério do Trabalho passa a fiscalizar os riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), o que pode, inclusive, acarretar em multa para as empresas caso sejam identificadas questões como:
  • metas excessivas
  • jornadas extensas
  • ausência de suporte
  • assédio moral
  • conflitos interpessoais
  • falta de autonomia no trabalho
  • condições precárias de trabalho
FONTE: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2025/03/rs-teve-18-mil-afastamentos-do-trabalho-por-ansiedade-e-depressao-em-2024-aponta-levantamento-cm84eou1900c40151birr2dhz.html

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17 mar

Riscos Psicossociais é tema do Podcast ANAMT

Os podcasts da Anamt também podem ser ouvidos gratuitamente no Spotify (busque pelo nome Podcast ANAMT), na distribuidora Anchor e em outras plataformas, sem a requisição do download de aplicativo ou criação de uma conta para acesso. Confira as opções aqui. O texto do episódio está disponível aqui.

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13 mar

FATORES DE RISCO PSICOSSOCIAIS RELACIONADOS AO TRABALHO [LAUDO TÉCNICO]

RISCOS PSICOSSOCIAIS: Utilizados como referência riscos psicossociais contemplados nas tabelas do E Social, onde temos os riscos excesso de situações de estresse; situações de sobrecarga de trabalho mental; exigência de alto nível de concentração, atenção e memória; trabalho em condições de difícil comunicação; excesso de conflitos hierárquicos no trabalho; excesso de demandas emocionais/afetivas no trabalho; assédio de qualquer natureza no trabalho; trabalho com demandas divergentes; exigência de realização de múltiplas tarefas, com alta demanda cognitiva; insatisfação no trabalho; falta de autonomia no trabalho. Em acréscimo, incluídas as situações elencadas pela Portaria GM/MS 1.999, Ministério da Saúde: fatores psicossociais (gestão organizacional, problemas na organização da jornada de trabalho, trabalho em turnos, trabalho noturno). METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO: A avaliação será realizada mediante análises estatísticas de dados coletados através de formulário eletrônico individualizado, o qual deverá ser disponibilizado para todos colaboradores ativos da empresa; amostragens consideradas para índices de confiança de 95% e margem de erro de 05%. Questionário com 06 “blocos” específicos sobre fatores de risco psicossociais; sobre gestão, diversidade, igualdade, assédio e violência; sobre transtornos mentais e comportamentais; sobre distúrbios psicoemocionais; questionário SRQ 20; questionário HEALTH SAFETY EXECUTIVE – INDICATOR TOOL (HSE-IT). IDENTIFICAÇÃO DO RISCO NO PGR: Este laudo poderá ser utilizado para dar atendimento à redação da NR 01, onde temos que a empresa deverá identificar e avaliar os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho; detalhar critérios de severidade e probabilidade, níveis e classificação de riscos; tomada de decisão utilizados no gerenciamento dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. Os riscos, caso identificados, poderão ser considerados para o PGR/PCMSO da empresa e poderão ser indicadas medidas de adequação no cronograma de ações. Se fizermos uma leitura da NR 01 em relação aos fatores de risco psicossociais, veremos que a organização:
  • Deve evitar ou eliminar os fatores de risco psicossociais;
  • Identificar os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho;
  • Avaliar os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho;
  • Indicar o nível de risco;
  • Classificar os fatores de risco psicossociais;
  • Determinar a necessidade de adoção de medidas de prevenção;
  • Implementar medidas de prevenção;
  • Selecionar as ferramentas e técnicas de avaliação dos fatores de risco psicossociais adequadas ao risco;
  • Detalhar em documento os critérios das gradações de severidade e de probabilidade, os níveis de risco, os critérios de classificação de riscos e de tomada de decisão utilizados no gerenciamento dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho.
SEVERIDADE [CRITÉRIOS PARA GRADAÇÃO]: Gradação de risco para fatores psicossociais colocado como 03 em escala de 01 – 04, considerando que, conforme a Portaria GM/MS Nº 1.999, de 27/11/2023, temos na parte V da lista A (agentes e/ou fatores de risco psicossociais no trabalho) a relação destes agentes com diversas patologias de gravidade moderada a severa. PROBABILIDADE [CRITÉRIOS PARA GRADAÇÃO]: Para fins de PGR, a probabilidade será identificada conforme os dados estatísticos dos riscos psicossociais [considerados como existentes pelos critérios adotados em relação à prevalência de respostas positivas de ser significativa ou não a existência dos riscos] sobre respostas complementares dos que responderam de forma positiva sobre sua ocorrência. Desta forma, teremos os índices de ser exposição eventual e intensidade considerada leve a moderada; exposição habitual e intensidade considerada leve; exposição habitual e intensidade considerada moderada; exposição habitual e intensidade considerada alta; exposição habitual e intensidade considerada excessiva. QUESTIONÁRIO COM 06 “BLOCOS” DISTINTOS DE QUESITOS:
  • Sobre fatores de risco psicossociais;
  • Sobre gestão, diversidade, igualdade, assédio e violência;
  • Sobre transtornos mentais e comportamentais;
  • Sobre distúrbios psicoemocionais;
  • Questionário SRQ 20;
  • Questionário HEALTH SAFETY EXECUTIVE – INDICATOR TOOL (HSE-IT).

EMISSÃO DE LAUDO TÉCNICO SOB RESPONSABILIDADE DE MÉDICO DO TRABALHO E ERGONOMISTA!

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